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* Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, mas não vai sozinha e nem nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. Há os que levam muito e deixam pouco, há os que levam pouco e deixam muito. Esta é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que não nos encontramos por acaso. *

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Sexta-feira, Janeiro 19, 2007
Costumava sonhar acordada, naquele momento antes de dormir, na cama. Fazia planos, acreditava em conquistas, mesmo que mais da metade delas não se realizassem. No fundo, aquela vontade de fazer e de acreditar me fazia bem. Descobri há pouco tempo, sem antes perceber, que há um tempo não faço isso. Não sei exatamente quanto, mas sei que faz tempo. Não faço mais isso não por já ter realizado muitas das coisas que queria, mas por desacreditar que estes sonhos serão realidades, que estes planos serão realizações. Parei de sonhar para não me desiludir mais com a vida, para não chorar mais pelo fracasso. Cansei de fazer planos, lutar e não ver resultados. Cansei de ir atrás, fazer tudo que posso e nunca ter retorno. Na vida vamos subindo degraus, superando obstáculos, mas sempre subimos, nem que seja aos poucos. E por maiores que sejam os obstáculos, tentamos quebra-los, mas sinto que vivo atrás da muralha da china, impossível de ser atravessada. No momento que você para de acreditar, você diminui suas forçar para superar, lutar e conquistar, você vai aceitando tudo do jeito que está, mesmo infeliz, levando a vida com a barriga e ao mesmo tempo super infeliz. Quando criança, você faz planos, vocês tem sonhos... mas à medida que vai crescendo vai caindo mais na realidade e vai vendo que nem tudo é tão fácil como parece ser e vai começando a achar que nem tudo é possível. Concordo que na vida existe um topo, aquele que chamamos de sucesso, mas não o sucesso para os outros, o sucesso pessoal, que você se vê realizado por completo tendo realizado praticamente tudo que gostaria. Este topo realmente existe, mas é quase impossível de chegar, mas o que nos motiva a viver é manter esta esperança. Todos na verdade conseguiriam chegar lá se realmente trabalhassem muito para isso, e além de tudo, não pode deixar de acreditar que é possível. A partir do momento que você se encontra estagnado em um certo ponto, não tentando mais super esta escada, não tentando mais chegar ao topo, você perdeu suas esperanças, você não tem objetivos, você apenas vive.
Tenho muitos sonhos ainda, mas talvez mais reais do que antes, mas comecei a desacreditar que eles são possíveis. Talvez porque estou cansada de quebrar a cara, talvez porque ache um dos meus piores defeitos ser uma grande sonhadora mas que não consegue realizar nada, o que acaba me causando sempre uma grande frustração, que machuca, que ás vezes me dá até vontade de parar de viver. Há um ano eu estou na mesma posição praticamente, sinto estar estagnada em um ponto, não por comodismo, mas por não conseguir sair daqui. Tento mas não consigo, não sei porque. É muito fácil também reclamar da vida e dizer “o que fiz para merecer isto?”. Não são as reclamações que me tirarão desse ponto que parei. A vida é feita de atitudes e força, sem força não se sai mesmo do lugar. Mas me sinto fraca demais no momento, realmente não sei como lutar. Não sei lutar quando estou quebrada e caída no chão. Porém, não existirá uma mão para me levantar, o ser humano é egoísta demais para isso, mesmo aqueles mais próximos, mesmo aqueles que deveriam ajudar não ajudam, e não por maldade, mas talvez porque este não seja o papel dele. Não há mesmo quem possa ajudar, a não ser o si próprio. Eu sei todas as respostas e todas as soluções para isso, apenas não consigo exercê-las, e o por quê disso eu não sei.


Terça-feira, Setembro 19, 2006
Tenho medos... Mas não consigo entender por quê. Medo de crescer, de não crescer, de ganhar ou perder... Medo do novo, medo do velho... Medo de ser conquistada, medo de conseguir... Medo de se desiludir, iludir... Ás vezes medo dos outros... Ás vezes medo de mim.
Não existem razões obvias para decifrar todos estes medos, talvez algo no inconsciente, algo que um dia foi criando dentro de mim, por pequenas coisas, pequenas situações, que me deixaram mais apreensivas em relação à vida. Tenho medo até daquilo que não tenho nada a perder. E esse medo acaba sendo constante, acabo escondendo muitas coisas dentro de mim, que ás vezes sufocam, mas tento tirá-las, e não consigo. Ao mesmo tempo perco o medo em situações as quais deveria ter. Tenho indícios de pânico, ás vezes tenho até medo do escuro, do silêncio, de pequenos barulhos, medo da solidão, medo da multidão. Medo do fracasso, medo de desejos... Desejos aos quais estão próximos, mas que tenho medo de lutar. Talvez nem seja medo, talvez seja apenas esse meu jeito de me acomodar de mais a certas situações, de aceitar mesmo não sendo aquilo que queria de verdade. Canso um pouco da minha falta de atitude em certas situações, da minha preguiça... Que ao mesmo tempo é causada pelo medo. Tenho medo dessa indecisão que me consome, da confusão que existe na minha cabeça. De não conseguir definir um caminho certo e ter escolhas certas. Estou cansada das incertezas que vivo, e a cada dia vivo em incertezas em diversos setores, ela cada vez aumenta, e isto também me dá medo. Medo de continuar aceitando tudo isso, porque isso não me faz feliz. Feliz em certos momentos, em outros não. Talvez este não seja mesmo o caminho certo. Gostaria de perder todos esses medos, até mesmo o medo de andar na rua sozinha à noite, de voltar sozinha para casa. Do vazio nas ruas... Ás vezes me sinto mais tranqüilo quando escuto os pássaros cantarem, é sinal que a madrugada está terminando, pois muitas vezes tenho medo daquilo que escuto e não sei definir o que é... Medo de sensações estranhas, de estar sozinha e não me sentir só...
Não sei se existe solução, terapia, que resolva todos estes meus medos. Preciso apenas enfrentá-los, e ver que talvez tudo se torne melhor, mesmo que em certas situações faça de tudo algo triste no momento, mas que depois me faça sentir-me mais leve, ainda mais porque consegui enfrentar de cara aquilo que não estava me fazendo bem. E se nem tudo que eu enfrentar terminar do jeito que eu gostaria, que iniciem coisas novas para eu tentar...
Estes medos vêem atrapalhando minhas conquistas ao longo da vida, e não foram poucas. Existem tantas coisas que eu sei que são possíveis, que estão logo ali, diante a mim, mas enquanto não eliminar um por um deles, nada conseguirá chegar até mim.
Amanhã será mais um dia como todos os outros, mas que tentarei vencer desta vez alguns desses meus medos.


Terça-feira, Agosto 22, 2006
Acordei pensando, na música que escutei que lembrava do final. Acordei pensando na música que escutava ontem ao lado de outra pessoa. Não era mais você, mas ao mesmo tempo o trouxe de volta em meus pensamentos, e a todas as sensações que senti ao ouvir esta música enquanto tudo estava se quebrando em pedaços, enquanto todos os momentos bons foram despedaçados pelo egoísmo e diferenças de cada ser humano. Aquela música me machucava toda vez que escutava, lembrava de fatos, fotos, de tudo que um dia senti... mas que agora foi, e não sinto mais. Não sinto falta, não sinto dor, sinto o momento passado... que se foi, há um tempo, e achei que nunca passaria. Tudo que é esperado uma hora passa, naquele momento mais inesperado. E aquela velha frase que todos dizem, tudo irá passar... passa... mesmo que no momento mais dolorido não seja a frase mais eficiente para curar uma dor. Tantos defeitos e qualidades em uma pessoa só, talvez nos encontramos em um momento errado da vida e agora tudo se foi, para o nada. Talvez realmente não era para ser, ou era para ser o que foi... mas assim sempre chega um final definitivo, nem que seja por um tempo este "definitivo". Apenas o momento pode definir se este tempo será definitivo ou apenas mais um tempo que nos deixará afastados. Mas neste momento eu acredito que realmente este é o inicio do fim para sempre.